Usar aromatizadores de ambiente é equivalente a fumar vários cigarros



Sabe aquele aroma agradável que sentimos quando entramos numa loja?

Ele pode ser encontrado nas versões de aerossol, gel, óleo, líquido e até como vela perfumada.

Muita gente aposta nesses aromas para deixar a casa ou o carro mais cheiroso.

O problema é que esses purificadores de ar podem ser muito perigosos à saúde.

Estudos realizados pela Universidade da Califórnia constataram que o aromatizador de ambiente sintético emite mais de 100 compostos químicos diferentes, sendo muitos deles tóxicos.

Os mais perigosos são o benzeno e o formaldeído, conhecidos como VOCs, que é uma sigla em inglês.

Além da dor de cabeça, esses aromatizantes danificam o fígado.

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E não para por aqui!

O aromatizador sintético também libera alguns compostos orgânicos semivoláteis, como os ftalatos, que são associados ao surgimento de:

– Câncer de mama

– Desregulação hormonal

– Diminuição da fertilidade masculina

– Dificuldades respiratórias

– Enxaqueca

– Ataques de asma

– Secreção nasal

– Dermatites

– Diarreia

– Dor no ouvido (no caso das crianças)

– Problemas neurológicos

– Problemas cognitivos

– Problemas cardiovasculares

Assustador, não é mesmo?

E além de nos prejudicar, também prejudica a natureza.

Isso porque as emissões também podem acabar reagindo com oxidantes no ambiente, como o ozônio (O3) e os radicais de nitrato (NO3), gerando uma série de produtos de oxidação.

Assim, esses produtos aromatizadores podem contribuir para a exposição humana a poluentes atmosféricos variados e complexos.

Só para ficar mais claro, é como se você inalasse a fumaça de vários cigarros.

Algumas embalagens dizem que os produtos são orgânicos e naturais, como no caso de alguns óleos essenciais.

Mas é bom ter certeza que eles são de fato naturais e não contêm, por exemplo, parabenos e nonilfenol etoxilado – este é reconhecido mundialmente como um potencial disruptor endócrino.


Isso foi descoberto numa pesquisa que também comprovou que os ingredientes contidos nas misturas de fragrâncias são provavelmente mais influentes para as emissões de poluentes do que o tipo de mecanismo de dispersão escolhido (sejam eles aerossóis ou óleos essenciais).

Resumindo: esse composto está ligado a graves riscos ao sistema respiratório e, de acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), é classificado como um contaminante potencialmente cancerígeno.

Crianças e asmáticos são os que mais sofrem com purificadores de ar.


Mais um motivo para não ignorarmos os riscos.

 

Como as indústrias não são obrigadas a colocar no rótulo todos os ingredientes utilizados na fabricação dos produtos, ficamos sem saber o que estamos consumindo em nossa casa.

Para você ter ideia, estudos que analisaram emissões de ftalatos e de compostos orgânicos voláteis (VOCs) de purificadores de ambientes, incluindo aqueles comercializados como “totalmente naturais” e “orgânicos”.

E sabe qual foi a conclusão que chegaram?

Nenhum dos produtos testados listou os ftalatos em seus rótulos.

E tem mais: também foi constatado que apenas uma pequena quantidade dos VOCs emitidos estavam nas embalagens do produto ou no relatório de segurança do material.

A ideia é usar palavras neutras como: “fragrâncias”, “óleos essenciais”, “água”, “perfume orgânico” ou “ingredientes de controle de qualidade” para classificá-los.

Assim, não nos revelam o verdadeiro perigo dos produtos.

Testes comparando as emissões entre diferentes tipos de purificador de ambientes, desde sprays aerossóis até aqueles com reivindicações mais naturais de “óleos essenciais”, “orgânicos” ou “não tóxicos”, revelaram que todos os produtos testados emitiram compostos potencialmente tóxicos.

Isso significa que as emissões de poluentes do ar potencialmente cancerígenos e perigosos por meio de aromatizadores “mais naturais” não foram tão diferentes, em tipos ou concentrações, das marcas sintéticas regulares.

Ainda que algumas essências aromáticas sejam consideradas naturais, o produto industrializado pode conter uma variedade de outros ingredientes em sua base, como solventes petroquímicos ou emulsificantes, que são um risco à saúde.

Além disso, fragrâncias aparentemente naturais, como óleos essenciais, podem emitir e gerar poluentes perigosos, como o formaldeído, trazendo potenciais riscos à saúde.

Infelizmente, nem sempre é possível evitar a contaminação por esses aromatizantes.

Algumas vezes, inalamos o aroma de forma inconsciente porque o responsável pelo espaço onde estamos, por exemplo, é fã de um purificador de ar.

É por isso que informações como esta devem ser divulgadas.

As melhores alternativas para deixar o ambiente mais agradável é abrir as janelas e usar receitas caseiras.

TRÊS ALTERNATIVAS PARA PERFUMAR O AR NATURALMENTE

1. Casca de laranja, limão e tangerina: você sabia que a casca dessas frutas tem um cheiro bem forte e ação repelente quando exposta ao calor?

Pois bem, nossa dica é colocar as cascas em vasinhos – para que deixem o ambiente bonito – e próximas ao sol – assim você espantará odores ruins.

2. Chá de canela: faça um chá de canela em pau bem concentrado.

Em seguida, coloque o líquido num spray e borrife nos vários ambientes da casa.

O cheiro é excelente!

3. Chá de casca de laranja, cravo-da-índia e alecrim: faça um chá forte com esses três ingredientes.

Espere esfriar e coloque num recipiente bem bonito, como um copo ou uma jarra de vidro.

Depois, ponha num cantinho especial da casa.

Este blog de notícias sobre tratamentos naturais não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.


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